Polícia usa a tecnologia na fronteira com o Paraguai
A Polícia Rodoviária Federal está usando tecnologia avançada para combater os crimes de furtos e roubos de veículos. O volume de automóveis levados para o Paraguai pelo crime organizado do Brasil está diminuindo a cada ano que passa, garante o policial federal, Ricardo Dias Pereira, que trabalha no Posto da PRF da BR 277, em Foz do Iguaçu. A rodovia é quase passagem obrigatória a quem interessa entrar no país vizinho. É raro um carro furtado em Santa Catarina chegar a fronteira com o Paraguai e fazer a travessia, cita como exemplo um dos policiais em serviço na rodovia,
O policial explica que num passado não muito distante, boa parte dos carros furtados no Brasil, tinha com destino o Paraguai e a mudança de caminho se deve a vários fatores. Hoje, a maioria desses carros ficam no Brasil, clonados ou desmanchados. Os que ainda são levados para o Paraguai servem de moeda de troca por armas, munição e drogas. O policial não fala sobre o uso de equipamentos que identificam carros furtados num piscar das câmeras até por questões estratégicas.
No Posto da PRF, onde Ricardo trabalha, pode-se observar mais de cem veículos apreendidos. Na grande maioria estavam sendo utilizados pelo tráfico e foram identificados pelo monitoramento constante nas barreiras. Uma das práticas do crime organizado é a utilização de carros financiados em nome de laranjas e que sem prejuízos podem ser facilmente abandonados diante de uma repressão policial.



